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António José Seguro está Presidente há três meses e uns dias e já fez dois dos três discursos anuais do Presidente. Também já enviou uma lei para o Tribunal Constitucional. E já fez o seu primeiro veto político. Quer ser o Presidente do centro, do diálogo, do equilíbrio. Garante boa articulação com o Governo e pede o que chama de “palavras do meio”. Na reunião da Comissão Política desta semana analisamos o Presidente que temos e os sinais que o Governo dá. Com a jornalista Rita Dinis, que acompanhou a visita de Seguro ao Luxemburgo, e o comissário residente Vítor Matos, que cobriu as celebrações do Dia de Portugal nos Açores. E com David Dinis, também comissário residente, que criou a página de Instagram onde nos podem seguir. A sonoplastia deste episódio é da Salomé Rita e a ilustração é do Carlos Paes.
À Direita começa com uma viagem a 2016, o ano zero da nova direita. A eleição de Donald Trump transformou o panorama político americano, abriu um horizonte de possibilidades para o nacional-populismo europeu, e pôs em causa décadas de consensos que se julgavam inabaláveis.
Neste primeiro episódio de À Direita, Vasco Rato e Teresa Nogueira Pinto conversam sobre a América, sobre declínio, contrarrevolução, a crise do liberalismo e o futuro da política americana. O ex-presidente da FLAD tem estado mais empenhado em compreender Trump e o Trumpismo do que em adjetivá-lo: o que é que Trump representa, o que veio fazer, e porque é que quem pensa que Trump é um interregno e tudo voltará ao que era está muito enganado.
Vasco Rato é doutorado pela Universidade de Georgetown e professor universitário. Foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento entre 2014 e 2019 e é autor de livros como “De Mao a Xi: O Ressurgimento da China” e “Tsunami: Trump, trumpismo e a Europa”.
Este episódio da Comissão Política debate a primeira sondagem feita em Portugal, pelo ICS/ISCTE/GFK para o Expresso e para a SIC, sobre a polarização política na sociedade portuguesa: 16% dos inquiridos dizem que já evitaram falar de política para não terem chatices com pessoas próximas, mas mesmo este resultado faz com que, em Portugal, o fenómeno não seja tão preocupante como em Espanha: 14% dos espanhóis diziam já ter rompido relações com amigos ou familiares por discussões partidárias. Em Portugal, esses são apenas 3%. Também vamos analisar aqueles que tentam gerar ódio, mais do que polarização - a extrema-direita - e que fizeram uma cimeira europeia sobre remigração na Figueira da Foz.
Os comentários são de Martim Silva, diretor-adjunto da SIC, Micael Pereira, grande repórter do Expresso e David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Tomás Delfim e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.
Com mais adjetivos do que nunca, Passos aperta um Montenegro em baixa nas sondagens e em mínimos nas diretas do PSD. Nesta Comissão Política analisamos um governo mais minoritário ainda.
O que quer Pedro Passos Coelho? O que espera ele deste governo? E que consequências terá a divisão do PSD quando governa em minoria? Nesta comissão política convidamos Pedro Gomes Sanches para debater os caminhos do passismo, numa conversa com Paulo Baldaia e Vitor Matos e moderação de David Dinis.
A sonoplastia é de Tomás Delfim e a ilustração de Carlos Paes.
Nuno Melo diz que o ambiente político está muito “volátil” e ninguém pode garantir que a legislatura vai até ao fim, Luís Montenegro afirma que a avaliação do Governo deve ser só em 2029. Melo já arrumou a casa no CDS, sem querer discutir estratégia para próximos atos eleitorais. Montenegro está a arrumá-la no PSD.
O líder do PSD e primeiro-ministro vai a votos no sábado, para a terceira recondução na liderança do PSD. Com uma moção que também não lança estratégia para eleições, mas que coloca a política de alianças em primeiro lugar, logo na introdução.
Montenegro coloca PS e Chega no mesmo saco, recusando acordos de governação com ambos. Quer “Fazer um Portugal maior”, como colocou a título da moção, e também uma maioria maior. Absoluta, de preferência, como assumiu na apresentação da moção. Mas vai remetendo votos só para o ano de quase todas as eleições. Ainda à direita, o Chega adiou o congresso lá para depois do verão e há vozes a mostrarem em público um sentimento de orfandade ou mesmo a desejarem uma nova casa onde se possam acolher.
Nesta Comissão Política, debatemos se o Governo vai aprovar a legislação laboral com o Chega, mesmo que as propostas de André Ventura pareçam socialistas, como acusou Nuno Melo. Parece tudo baralhado. O próximo Orçamento voltará a ser viabilizado pelo PS, puxando o PSD para o centro? Mas porque é que PS e Chega se aliaram para aprovar legislação sobre Defesa? A ideologia não morreu, mas é mais difícil perceber hoje se um caminho é mais de esquerda ou mais de direita, ou pelo contrário. Afinal, tudo é politizado, mas está tudo cada vez mais paralisado, como defende um livro acabado de publicar? As opinião são divergentes, como se quer no nosso podcast.
Os comentários deste episódio são João Pedro Henrique, jornalista do Expresso, de Liliana Valente, coordenadora de Política e de Eunice Lourenço, editora de Política, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Tomás Delfim e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.
Não houve acordo na Concertação Social e agora o Governo enfrenta uma nova greve geral e um Parlamento pouco acolhedor. Não houve luz verde do Tribunal Constitucional e a mudança na lei da nacionalidade ficou a meio, com uma ajuda do Presidente da República que impôs uma condição. Não houve ainda reforma do SNS, mas a ministra voltou a prometer uma parte dela na última semana, recebendo mais críticas do setor. Afinal, este Governo será mesmo reformista? Ou não consegue ou não está ser capaz? E ainda vai a tempo?
Este episódio tem comentários de Martim Silva, Eunice Lourenço e Rita Dinis. A moderação é de David Dinis, sonoplastia de Salomé Rita e ilustração de Carlos Paes.
Veio o vento e a chuva. Vieram a “Krirstin”, o “Leonardo” e a Marta. Voaram telhados, morreram vizinhos. O Governo fez promessas de ajudas rápidas e auto-elogios e, no dia 28 de abril, apresentou o PTRR, um plano de médio e longo prazo para todo o país. Mas no distrito de Leiria (e noutras zonas do país) ainda há estradas cortadas, pessoas desalojadas e empresas em dificuldades.
Passados quase 100 dias do início do comboio de tempestades , e Expresso está esta semana em Leiria preparar uma edição que quer mostrar que não nos esquecemos de quem ainda não recuperou. E a Comissão Política também se reuniu a partir daquela cidade para debater as necessidades das populações e as respostas do Governo.
Nesta edição do podcast feita a partir de Leiria, mas também ligado a Lisboa, participam os comissários residentes David Dinis e Vítor Matos e as jornalistas Paula Caeiro Varela, que acompanhou a apresentação do PTRR, e a Juliana Simões, jornalista da secção de Economia que viveu e tem família no concelho vizinho de Ourém, em Caxarias. A sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração de Carlos Paes, com ajuda de IA.
Neste episódio da Comissão Política, debatemos os discursos na cerimónia do 25 de Abril. O Presidente da República, António José Seguro, foi inequívoco no discurso que fez a favor da transparência e do escrutínio dos responsáveis políticos, com enfoque na publicidade dos donativos aos partidos. Foi um contraste total com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que fez uma caricatura das obrigações declarativas dos titulares de cargos públicos, e alinhou com as posições do topo do PSD, a favor de um alívio dos mecanismos da transparência. Depois, ainda tentámos interpretar as palavras de Pedro Nuno Santos, no seu regresso ao Parlamento e não foi fácil.
Os comentários são de João Pedro Henriques, jornalista do Expresso, Liliana Valente, coordenadora da secção de Política, e Eunice Lourenço, editora de Política, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Salomé Rita e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.
O Presidente recebe a UGT, antes da decisão final sobre a revisão do Código Laboral. Terá Seguro um papel nesta negociação ou resta-lhe vetar o que o Parlamento aprovar. Nesta Comissão Política, analisamos as opções
Incomodada com a pressão do Presidente, a UGT vai a Belém esta semana, antes da sua decisão final sobre as negociações. Neste episódio da Comissão Política, analisamos as opções da central sindical, do Governo e do próprio Presidente, sobre uma legislação que já teve destino quase traçado, mas que ainda terá várias sequelas.
Comentários de Eunice Lourenço, Rita Dinis e Vítor Matos, com moderação de David Dinis, sonoplastia de Salomé Rita e ilustração de Carlos Paes.
O PSD alcançou na semana passada um acordo com PS e com o Chega que permitirá – assim as votações de quinta-feira, 16 o confirmem – preencher finalmente dezenas de lugares em falta, do provedor de justiça ao Conselho de Estado. É por aí que começa a editar desta semana da Comissão Política, centrada na entrevista do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, ao Expresso.
A conversa, que conta com os comissários residentes, David Dinis e Vítor Matos, e com a jornalista Paula Caeiro Varela, analisa a estratégia de negociações do Governo e também as afirmações de Hugo Soares de que é preciso alterar as regras sobre transparência dos cargos públicos.
A edição desta semana tem a moderação de Eunice Lourenço, a sonoplastia de Salomé Rita e João Luís Amorim e a ilustração de Carlos Paes.
António José Seguro estreia-se na estrada, com a sua primeira Presidência Aberta para pressionar o Governo no âmbito dos apoios às vítimas - pessoas e empresas -, afetadas pelas tempestades deste inverno. O Presidente joga aqui a revelação de um estilo que ainda não conhecemos na totalidade, mas também a capacidade de influenciar a política do Governo. Conseguirá converter a sua votação massiva em poder efetivo?
Cavaco Silva fez o aviso ao Governo e ao PS: o país precisa de reformas e a única solução é conversar ao centro. O PS foi para Viseu procurar caminhos e o país ficou entre avisos e promessas de colaboração.
Neste episódio da Comissão Política, João Vieira Pereira, Paulo Baldaia e Eunice Lourenço analisam a atualidade política, sob moderação de David Dinis.
A sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração de Carlos Paes.
Neste episódio da Comissão Política, debatemos a queda na popularidade do Governo, segundo a sondagem ICS/ISCTE para o Expresso e para a SIC, que cai mesmo entre eleitores e simpatizantes do PSD. O que é que isso quer dizer, num momento em que a vida ainda se vai tornar mais difícil com o aumento do preço dos combustíveis? Outra interrogação que debatemos tem a ver com a eventual escolha de um juiz indicado pelo Chega para o Tribunal Constitucional: é um perigo para a democracia, é a democracia a funcionar, ou é um prenúncio de uma revisão constitucional?
Os comentários são de Liliana Valente, coordenadora da secção de política do Expresso, de Eunice Lourenço, editora de Política, e de David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração da autoria de Carlos Paes.
Dois anos depois da primeira vitória eleitoral de Luís Montenegro e quase um ano depois da segunda vitória em legislativas, a AD foi alcançada pelo PS e em o Chega à perna, como mostra a sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC.
A mesma sondagem que também nos diz que os portugueses esperam de António José Seguro um Presidente colaborante.Será que o empate entre os três partidos é sinal de pântano? Ou, está de facto em curso a “mudança tranquila” e “despida de ideologias” de que falou Hugo Soares na Jornadas Parlamentares do PSD?
Na Comissão Política desta semana, debatemos a sondagem e as promessas de reformas à luz dos últimos desenvolvimentos nas negociações da legislação laboral e do novo adiamento de eleições no Parlamento para órgãos externos. A edição desta semana conta com os jornalistas João Pedro Henriques, Paula Caeiro Varela e Rita Dinis, a sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração de Carlos Paes.
O novo Presidente tomou posse no Parlamento e deixou vários avisos ao Governo e oposição: quer negociações, não alinha em chantagens sobre orçamentos e também não aceitará que se ultrapassem as marcas da democracia. Nesta Comissão Política, Vitor Matos, Eunice Lourenço e Rita Dinis analisam o discurso e o que se segue, com moderação de David Dinis.
A sonoplastia deste episódio é de Tomás Delfim e de João Luís Amorim, ilustração de Carlos Paes.
Durante praticamente uma semana, Pedro Passos Coelho marcou a agenda política com sucessivas intervenções que, ao contrário do que acontecia até agora, levaram a resposta direta da direção do PSD. Passos enervou o PSD e agradou ao resto da direita.
As declarações do ex-primeiro-ministro e os seus efeitos são o tema da Comissão Política desta semana onde também falamos de mais um foco de guerra no Médio Oriente. Os comentários são de Vítor Matos, Liliana Coelho e João Vieira Pereira, numa edição com sonoplastia de Salomé Rita e ilustração de Carlos Paes.
Luís Montenegro voltou a surpreender, ao sacar da cartola o diretor da Polícia Judiciária para o promover a ministro da Administração Interna. Não foi uma escolha inocente. Luís Neves foi fazendo declarações, no último ano, que contrariam, antes de mais, o discurso do Chega e de André Ventura sobre imigração e criminalidade. Mas essas declarações também foram sendo lidas como estando a contrariar o posicionamento do próprio Governo e do primeiro-ministro, baseado em perceções de insegurança que não era reais.
Será o futuro ministro apenas um “escudo”, que terá de engrenar nas posições do primeiro-ministro? Ou representa uma mudança no endurecimento do discurso e nas políticas na imigração e segurança? Só o tempo o dirá. As opiniões não são unânimes na Comissão Política.
Este episódio conta com comentários de Paula Caeiro Varela, jornalista do Expresso, Eunice Lourenço, editora de Política, e David Dinis, diretor-adjunto, com moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração da autoria de Carlos Paes.
Apanhado de surpresa pela demissão de Maria Lúcia Amaral, o primeiro-ministro foi para o terreno, vigiando as chuvas e prometendo um PRR exclusivamente português. O país, saído desolado das tempestades, enche-se de problemas, dúvidas e desafios. O que segue será mais do mesmo, ou terá mesmo mudado alguma coisa no país político também?
Esta Comissão Política conta com participações especiais de Joana Ascensão e Miguel Prado, assim como com os comentários de Vítor Matos e Eunice Lourenço. A moderação é de David Dinis, sonoplastia de Salomé Rita e ilustração de Carlos Paes.
António José Seguro, o novo Presidente, foi eleito de forma reforçada: dois terços dos votos, quase três milhões e meio de votos, tornando-se no português mais votado de sempre. Promete inaugurar uma magistratura de exigência e, logo na noite eleitoral, chegou o adversário para “trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e justo”.
Na Comissão Política desta semana, debatemos os resultados das eleições presidenciais, as transferências de voto e as novas relações de poder que se vão instalar nos “novos tempos” que Seguro quer inaugurar.
Esta edição conta com os comissários residentes, David Dinis e Vítor Matos, e o jornalista João Pedro Henriques. A sonoplastia é de Salomé Rita e a ilustração de Carlos Paes.