Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no 'Alta Definição', um programa da SIC
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Nesta entrevista ao Alta Definição, longe dos relvados, João Cancelo revela a Daniel Oliveira momentos profundamente marcantes da sua vida pessoal, num testemunho raro de um dos futebolistas portugueses mais reconhecidos internacionalmente.
O lateral, atualmente com 32 anos, partilhou com abertura pouco habitual o trauma que moldou a sua vida e carreira: o acidente de viação que vitimou a sua mãe quando tinha apenas 17 anos. Com uma narrativa que oscilou entre a serenidade de quem já fez as pazes com o passado e a emoção de quem ainda carrega essa perda, Cancelo descreveu os instantes imediatamente após o acidente com uma clareza perturbadora. “Lembro-me do último grito da minha mãe. Lembro-me do meu irmão a chorar. Eu tentei levantar o carro para tirar a minha mãe debaixo do carro e não consegui”, confessou.
Para além do relato do trágico acidente, a conversa percorreu outros episódios igualmente reveladores de uma vida pautada pela adversidade e resiliência, desde a infância humilde no Barreiro, com um pai emigrante na Suíça e uma mãe que acumulava três empregos por dia, até ao assalto violento que sofreu em Manchester.
O futebolista falou ainda da morte súbita do seu colega Diogo Jota, com quem partilhava o balneário da seleção nacional, e da forma como essa perda reavivou a sua própria dor. Mas foi ao refletir sobre o legado familiar que Cancelo mostrou a sua convicção mais profunda: “Houve uma vida antes da minha mãe falecer e depois da minha mãe falecer. Completamente diferente, porque comecei a ver a vida de outra maneira. Tive que crescer muito rápido”.
A emissão deste episódio aconteceu a 13 de junho na SIC e a sinopse foi gerada com apoio de Inteligência Artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa.
A humorista Ana Arrebentinha é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. A comediante natural de Amareleja, é conhecida pelo seu humor genuíno e sotaque alentejano inconfundível. Recorda com saudade uma infância de grande liberdade, entre o monte, os animais e as apanhas de azeitona e melão com a família. “Fui uma criança muito feliz. Era a menina do meu pai”, afirma. Ana fala sobre as raízes que moldaram o seu caráter e de como o trabalho digno dos seus pais lhe ensinou os valores que ainda hoje a guiam. O sonho de ser humorista parecia distante. Com 17 anos enviou um e-mail ousado para o programa Boa Tarde, da SIC: “Olá, eu sou a Ana e sei mais de 100 anedotas. Possivelmente vai ser mais um e-mail que vão eliminar, mas gostava muito de ir ao vosso programa.” Na primeira vez que entrou no estúdio de televisão percebeu que era aquilo que queria fazer para o “resto da vida.” A humorista reflete ainda sobre a perda do pai e o luto que nunca chegou a fazer, por se ter focado na sua mãe, que sofreu de uma doença grave. “Quando se perde um pai, perde-se a muralha que te protege. Há menos um lugar à mesa, fica um vazio”, explica. A comediante aborda também a sua sexualidade, que assumiu publicamente de forma natural, e sobre como o humor a salvou nos momentos mais difíceis da sua vida. “Cada vez que faço um espetáculo, salva-me.” Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 6 de junho.
* A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
Da pobreza de Proença a Nova, onde os vizinhos juntavam dinheiro para ligar os motores e ouvir relatos de futebol na rádio, até à Rádio Renascença, onde entrou com 39 de febre no dia 2 de fevereiro, depois de meses a apanhar o barco das 9h00 de Alcochete para Lisboa à procura de emprego. A conversa com António Ribeiro Cristóvão sobre uma vida feita de tenacidade
Bernardo Silva, que se prepara para completar 30 anos, reflete sobre o percurso que o conduziu ao mais alto nível do futebol mundial, sublinhando que o talento representa apenas uma fração do sucesso: “O talento é só uma pequena percentagem, eu diria 30% do que é um futebolista”. Nesta entrevista a Daniel Oliveira, o internacional recordou os anos difíceis na formação do Benfica, entre os 12 e os 17 anos, quando o crescimento físico tardio o colocou à margem das opções dos treinadores, numa fase que descreveu como determinante.
Para além da dimensão desportiva, a entrevista revelou um Bernardo Silva profundamente consciente do lugar que ocupa na sociedade, recusando qualquer tentação de vedetismo e reafirmando valores de humildade e responsabilidade cívica. A recente paternidade surgiu como o momento mais transformador da sua vida adulta, descrevendo a chegada da filha Carlota como algo que “muda a forma de olharmos para a vida”. O jogador falou ainda com nostalgia sobre Portugal, lamentando as condições que levam a juventude portuguesa a emigrar, mas recusando qualquer discurso pessimista sobre o país: “Não consigo dizer mal de Portugal. Gosto tanto do nosso país que gosto sempre de olhar de forma positiva”. A entrevista foi re-emitida na SIC a 23 de maio.
João Bettencourt, ator de 24 anos atualmente em destaque na novela ‘Páginas da Vida’, é o convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição desta semana. Revela um lado íntimo e emocional numa conversa marcada pela ausência da figura paterna, um vazio que atravessou a sua infância e adolescência. Ao longo da conversa, sem ressentimento, o ator fala sobre a forma como aprendeu a aceitar com a distância paternal e a encontrar na mãe, na irmã e no avô os pilares afetivos que sustentaram o seu crescimento. A família surge como o lugar de proteção e equilíbrio que o ajudou a construir a própria identidade. Antes da representação, existia o sonho de ser futebolista, interrompido por problemas de saúde que o obrigaram a redefinir o futuro. A representação apareceu de forma inesperada e acabou por transformar a sua vida. O ator que encarna a personagem de Ricardo Dias, filho da vilã Marta em ‘Páginas da Vida’, fala ainda dos desafios de crescer num meio exigente, das dúvidas pessoais e de uma fase de desorientação que o levou a perceber a importância de se manter fiel a si próprio. Entre a fé, o trabalho e os valores que traz de casa, mostra-se consciente da pessoa que quer ser e da necessidade de preservar a sua essência, mesmo perante as pressões e mudanças da vida adulta. O Alta Definição foi emitido na SIC a 16 de maio.
Há presidentes de câmara. E depois há Isaltino Morais. Cresceu em Trás-os-Montes, filho de agricultores, numa aldeia onde a pobreza se media em pães distribuídos a quem chegava à porta ao fim de semana. Perdeu o pai aos 14 anos e a mãe mais tarde, ficou sozinho em Bragança aos 12, foi à guerra em Angola, passou 14 meses na prisão e, aos 76 anos, tornou-se um fenómeno das redes sociais — sem nunca ter pedido por isso. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras há mais de quatro décadas, sentou-se para uma conversa que começa numa canja de garoupa e termina em lágrimas, apesar da promessa feita a si mesmo de que não choraria. "Você tem uma partícula de luz", disse, no final, ao entrevistador. Entre memórias de pesadelos na prisão — comboios que passavam por cima dele e filhos que desapareciam no escuro dos sonhos —, da mãe que vendia oliveiras para pagar os estudos dos filhos, e de um abraço calculado que desarmava os castigos, o autarca mais longevo de Portugal recorda um professor que lhe disse que "nem toda a gente pode ser doutor". Isaltino Morais construiu uma vida que parece desafiar a lógica — e fez de cada cicatriz um argumento. "Se tu quiseres, és tudo", diz.
Filipa Pinto esteve em destaque no programa Alta Definição, numa conversa em que a atriz revelou, com transparência, o percurso de saúde mental que a acompanhou desde a adolescência. A intérprete, conhecida pelo papel da antagonista Sandra na novela Páginas da Vida, descreveu com detalhe o impacto do seu primeiro desgosto amoroso aos 15 anos, episódio que despoletou um processo de autoconhecimento e a levou a procurar apoio psicológico pela primeira vez.
Mais tarde, aos 24 anos, viria a ser diagnosticada com perturbação obsessivo-compulsiva, diagnóstico que, paradoxalmente, trouxe consigo um sentimento de alívio. “Ter o diagnóstico final, para mim, foi um grande alívio, porque foi um ‘ok, isto acontece, isto existe, aquilo que eu sinto tem uma associação, tem uma justificação, há sintomas, não sou única, não estou sozinha, há um tratamento, portanto há solução’”, afirmou a atriz, sublinhando a importância de nomear aquilo que se sente como primeiro passo para a recuperação.
Ao longo da conversa, a atriz abordou também a resistência inicial à medicação e o caminho que percorreu até a aceitar como parte integrante do seu tratamento, reconhecendo que essa decisão lhe permitiu tornar-se uma versão mais funcional e presente de si mesma. A atriz defendeu com convicção a necessidade de quebrar o estigma em torno da saúde mental. “Eu nunca recusei ajuda; pelo contrário, sempre procurei. Primeiro aos meus amigos, depois à família, depois, se eu precisasse de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica, eu avançava. Eu só não queria estar sozinha”, confidenciou.
Num momento de rara serenidade, Filipa Pinto encerrou a entrevista com uma mensagem dirigida à versão mais frágil de si própria: a certeza de que “o mal não dura para sempre” e de que existe “uma luz ao fundo do túnel”. Ouça aqui a entrevista no Alta Definição em podcast.
Este programa foi emitido na SIC a 2 de maio. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.
A atriz Maria João Bastos é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. Conhecida por dar vida a personagens complexas e intensas, como Marta na novela “Páginas da Vida”, a atriz confessa que “as vilãs são sempre personagens muito desafiantes”. Crescida em Benavente, recorda com carinho as memórias de uma infância livre, onde organizava teatros com os vizinhos, formava bandas e invadia palcos aos quatro anos para cantar o “Sobe, Sobe, Balão Sobe”. “Não quero perder a menina destemida que me trouxe até aqui”, afirma a atriz. Maria João Bastos fala sobre a perda prematura do pai e de como esse momento marcou o início da sua vida adulta. Recorda o sonho partilhado com ele, enquanto viam juntos as novelas brasileiras à hora do almoço, e a emoção de um dia pisar os estúdios da Globo: “Fechei os olhos e pensei: 'Tinhas razão, aqui estou'.” A atriz reflete ainda sobre a escolha consciente de não ser mãe, a liberdade como palavra que define a sua vida, e a serenidade que encontrou aos 50 anos. “Estou a viver um dos momentos mais felizes da minha vida”, garante. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 25 de abril.
No dia em que sobe ao palco do Coliseu dos Recreios lotado, Nuno Ribeiro é convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição, numa entrevista onde revela o seu percurso, desafios e o lado mais íntimo da sua vida. Nuno Ribeiro fala de um caminho feito entre o Norte e Lisboa, dividido entre o conforto das origens e a necessidade de arriscar para cumprir um sonho que nunca deixou de o inquietar. Assume-se em constante reinvenção, movido por uma ambição tranquila e por uma luta interior: fazer com que reconheçam o rosto por trás das canções. Recorda uma infância simples, onde a música e a família eram tudo, e onde a ingenuidade lhe dava leveza. Algo que sente ter perdido ao tornar-se mais pensativo e exigente consigo próprio. Neste Alta Definição de 18 de abril, na SIC, o cantor revela fragilidades que o moldaram, desde problemas de saúde a medos que ainda hoje carrega, como a dificuldade em estar sozinho. Fala de uma família que é alicerce absoluto, de pais que tudo deram e a quem tenta retribuir em gestos simples. O sonho construiu-se devagar: recusas, bares, rua, dúvidas e persistência. Nunca deu nada como garantido. Entre perdas marcantes e o amor que o transformou, o autor de êxitos como "Maria Joana" reconhece-se hoje mais leve, mais focado e mais grato. Vive com receio de que tudo possa acabar, mas é precisamente esse medo que o mantém fiel ao trabalho. No fim, sobra a certeza de quem continua a acreditar, com a mesma convicção do miúdo que começou tudo.
Nesta entrevista intimista conduzida por Daniel Oliveira, o ator Filipe Vargas, de 53 anos, confessa que o impacto de se ter tornado órfão foi devastador: “Foi um chão que de repente desapareceu. E isso achava que não ia acontecer”, revela. A ajuda veio sobre a forma de terapia, antidepressivos e uma rede de amigos que o ajudaram a percorrer aquela “travessia no deserto”.
Apesar do luto, Filipe Vargas revela-se um homem que encontrou no autoconhecimento e na reinvenção os pilares da sua identidade. O ator recorda a sua decisão, aos 32 anos, de abandonar uma carreira na publicidade para estudar teatro em Madrid. Apesar da sua constante procura pelo melhor da vida, confessa a sua preocupação pelos extremismos que assolam a sociedade portuguesa: “Eu achava que estávamos num sitio bastante mais evoluído, mas acho que não”.
O cantor Nininho Vaz Maia partilha a sua história de vida, refletindo sobre autoconfiança, sucesso e as memórias da sua infância num bairro desafiador, a Picheleira, chegando mesmo a descrever o seu dia-a-dia daqueles tempos sem rodeios. Nininho discute a importância da evolução pessoal e a luta contra a negatividade enquanto reflete o seu caminho até chegar onde está e o exemplo que quer dar aos seus filhos e aos jovens. A entrevista foi exibida na SIC a 4 de janeiro de 2024.
Aos 31 anos, Mafalda Castro senta-se no estúdio que considera casa para um regresso às origens e uma viagem íntima pelas memórias, perdas, conquistas e fragilidades que a moldaram. “Ainda há muito da Mafalda miúda em mim”, confessa, entre sorrisos e recordações onde o baloiço do jardim e os domingos de família ganham ecos de eternidade. No olhar, traz a mãe – “era só mãe e pai, não havia espaço para fragilidades”, admite ao relembrar o impacto do diagnóstico de esclerose múltipla – e no colo cabe agora o filho, Manel: “A maternidade mudou tudo. A vida deixou de girar à minha volta para eu girar à volta dele, e isso fez-me ainda mais feliz”. Radialista, apresentadora, influenciadora, Mafalda revisita o engenho e a inocência, o nervo destemido de quem se apresentou à rádio de olhos postos nos ídolos e a vontade obstinada de “provar todos os dias que a autenticidade é o que fica”. Recusa fórmulas feitas ou rótulos: “Prefiro falhar sendo eu do que acertar sendo outra pessoa”. Nesta conversa sem rede, Mafalda revela a urgência de viver o presente e repete o conselho para si própria e para quem lê: “Não esperes que adivinhem o que queres. Passa tempo com as pessoas que amas”
Evandro Gomes é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O ator interpreta Salvador na novela da SIC “Páginas da Vida”. Evandro recorda as dificuldades na infância e as muitas mudanças de escola e cidade. “Preferiria viver com dificuldades para o resto da vida, mas ter amor dentro de mim, do que ter uma mansão gigante e estar sempre chateado”, garante. Cresceu numa família numerosa e chegou a faltar “comida na mesa”. Hoje, um dos seus sonhos é criar uma associação que apoie este tipo de famílias. Quando era jovem tinha uma outra paixão, ainda assim já tinha curiosidade na arte de representar. “Cresci com o sonho de ser futebolista, estive muito perto. Quando era miúdo disse à minha mãe: ‘Acabo a carreira aos 30 anos e vou contracenar com o Denzel Washington”, recorda. Quando jogava futebol chegou a ser alvo de insultos racistas. O sonho de se profissionalizar acabou quando rasgou o tendão de Aquiles, semanas antes de ir assinar um contrato. O ator relembra ainda uma fase em que chegou a dormir na rua e realça a importância de Deus na sua vida, em particular num momento muito complicado em que queria desistir. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 21 de março.
Vasco Coutinho admite que sempre foi um miúdo “estranho” ou “diferente”, mas hoje confessa estar “tranquilo” com a pessoa que se tornou. Do silêncio e da introspeção vividos num seminário em Roma, quando era muito jovem, à infância inquieta em que se sentiu alvo de insultos de outros miúdos, até a um amor que “correu muito mal” e o deixou em depressão, o percurso foi longo e exigente.
“Um dia, a caminho da casa dos meus pais, com a estrada vazia, pensei: ‘Agora dava uma guinada no volante e acabava tudo’”, recorda quando fala da depressão que teve de enfrentar.
Neste episódio de Alta Definição, o humorista deixa de lado a personagem Tia Bli, muito popular entre os ouvintes da rádio, para falar abertamente sobre o caminho que percorreu até à afirmação pessoal e à reconciliação com a sua sexualidade.
Na conversa conduzida por Daniel Oliveira, fala-se não só da superação das adversidades e da importância do apoio familiar, mas também do papel transformador da fé e da criatividade. Vasco revela como o teatro e a espiritualidade serviram de alicerces para ultrapassar momentos de profunda tristeza.
No final do episódio, depois de partilhar toda a sua história de vida, deixa ainda um conselho aos espectadores e ouvintes: “Eu peço desculpa sempre, mesmo quando não tenho razão. Pedir perdão é construtivo. Nós temos sempre culpa de alguma coisa”.
O programa foi emitido na SIC a 14 de março e pode ouvir aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.
Mário Zambujal foi um jornalista, escritor e argumentista português, nascido em Moura, no distrito de Beja. Iniciou a carreira no jornalismo desportivo, passando por redações como A Bola, Diário de Lisboa e Record. Em 1970 integrou O Século, onde era chefe de redação quando ocorreu o 25 de Abril de 1974, momento que considerou um dos mais marcantes da sua vida profissional. Mais tarde assumiu também a direção do Mundo Desportivo. Paralelamente ao jornalismo, destacou-se na rádio e na televisão, tornando-se uma figura popular através de programas da RTP como Domingo Desportivo e o humorístico Pão com Manteiga. Na literatura revelou uma escrita marcada pelo humor, pela simplicidade e pela atenção às relações humanas. A sua obra inclui títulos como Crónica dos Bons Malandros (1980), que alcançou grande notoriedade, e Histórias do Fim da Rua (1983). Ao longo da vida publicou 19 livros, entre romances, contos e outras narrativas, frequentemente centradas em personagens próximas do quotidiano português. Em 2025 lançou o romance policial O Último a Sair. Mário Zambujal esteve em Alta Definição de Daniel Oliveira, em 2013, numa emissão que pode recordar aqui. O escritor faleceu ontem, 13 de março, aos 90 anos.
Na última semana da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, e antes da tomada de posse de António José Seguro como novo presidente da República, o Alta Definição recorda a emissão de 2019 em que o “Professor Marcelo” esteve à conversa com Daniel Oliveira. Percorrendo o seu percurso pessoal e político, e refletindo sobre o estilo de presidência que procurou imprimir desde a tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa defende que todos os Presidentes da República tiveram, à sua maneira, uma dimensão de proximidade e afetividade com o país, mas explica que decidiu manter o seu modo de ser — espontâneo e próximo — mesmo depois de assumir o cargo, recusando alterar a personalidade por causa da função. Ao longo da conversa, o presidente da República recorda a infância marcada por uma família politicamente exposta, fala da influência do pai e da formação académica em Direito, que o levou à carreira universitária. O “Professor Marcelo” evoca também a longa presença no comentário político e na vida pública, descrevendo-a como uma escola de contacto permanente com a realidade do país. Marcelo aborda o exercício da Presidência como um equilíbrio entre proximidade humana e responsabilidade institucional, reflete sobre o peso das decisões, a solidão que por vezes acompanha o cargo e a necessidade de interpretar os sinais da sociedade portuguesa. Entre memórias, episódios e reflexões, traça um retrato de um percurso marcado pela política, pela comunicação e por uma relação direta com os cidadãos. Recorde aqui a conversa originalmente emitida em outubro de 2019.
O fadista João Braga partilha episódios decisivos da sua infância, como o acidente que marcou a sua saúde e a educação rígida do pai, mas também o precoce fascínio pelo universo da música. O fado surge não só como vocação, mas como espaço de autodescoberta e de emoção partilhada — tanto mais significativo quando o artista recorda a sua fuga para Espanha após o 25 de Abril, e relata como a sua casa foi arrombada e assaltada, confessando que “foi das piores sensações de toda a minha vida”.
Ainda assim, Braga não esquece o papel agregador e transformador do fado: “O fado é sobretudo emoção, muito mais do que gingão”. O Alta Definição foi exibido a 28 de fevereiro na SIC.
A atriz Sofia Alves é a convidada de Daniel Oliveira no Alta Definição. Aos 52 anos, revisita momentos marcantes da vida e da carreira, entre provações duras e uma fé que considera inabalável. Sofia recorda o susto de ter enfrentado um tumor, a urgência da cirurgia e o longo período de incerteza, bem como o impacto emocional que isso teve na família. Revela também o episódio traumático da zona que quase lhe tirou a visão e a complexa recuperação que obrigou a equipa da novela a recorrer a efeitos especiais para a manter em cena. “Tenho plena noção do que é a vida. Num momento estamos, no outro… deixamos de estar”, confessa.
Na conversa, fala ainda da menopausa precoce, da perda de amigos próximos e da forma como o silêncio, a natureza e a oração lhe servem de refúgio. Partilha a relação profunda com o marido, Celso, a alegria que encontra no neto e a ligação especial a Margarida, a jovem atriz com trissomia 21 com quem contracena e a quem chama “filha do coração”. “Sou muito grata. A vida ensinou-me a não desistir”, afirma.
Ouça o Alta Definição, em podcast, emitido na SIC em 21 de fevereiro 2026.
* A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
Nesta entrevista de 26 de setembro de 2025 que é aqui republicada, António José Seguro abre-se sobre o seu percurso pessoal e profissional. Viaja pelas memórias de infância, valores familiares, experiências de juventude, envolvimento no desporto e cultura local, bem como a sua carreira política e candidatura à presidência da república. Dizia, à época, que ”queria ser um Presidente da República capaz, com a descrição que o cargo exige, de mobilizar os atores políticos para resolver problemas que não podem estar dependentes dos Governos de cada momento”. Reflete sobre a importância do diálogo, da moderação e do compromisso cívico, destacando o papel da família e dos valores éticos na sua vida. Oiça aqui a entrevista
O humorista Diogo Batáguas é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O autor do “Conteúdo do Batáguas”, um dos programas mais vistos no YouTube em Portugal, diz que se define como “um gajo que teve sorte”. “Hoje em dia vivo da comédia e isso é surpreendente para mim”, explica. O humorista recorda algumas peripécias de ter crescido na Margem Sul, sem gostar de cumprir regras. Foi guarda-redes numa equipa com Silvestre Varela, chegou a trabalhar como cantoneiro nas praias da Costa da Caparica, foi locutor de rádio e jornalista desportivo. “De vez em quando ainda me ligam da BBC porque o meu nome deve estar lá perdido como jornalista desportivo português”, revela o comediante. Adepto fervoroso do Futebol Clube do Porto, chegou a ir de carro até Roma para ver o clube jogar. “Ser do Porto eleva os patamares de expectativa para a vida. Quando eu era puto o Porto é pentacampeão. Passado um bocadinho ganha uma Liga dos Campeões. Agora como é que se vive o resto da vida? O Porto estragou-me a vida ao ganhar tudo”, ironiza Diogo Batáguas. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 7 de fevereiro.