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Nesta segunda parte da conversa, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins começam por comentar o que os perturba e ilumina atualmente no país, no dia em que se celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Depois abrem os seus mais recentes livros, leem um excerto, e revelam um pouco do que lá vai dentro.
Luísa conta como fez a seleção dos contos "O Triunfo do Triunfo" e Rui Cardoso Martins revela como usa o humor para aprofundar, e não para aligeirar, e recorda como o texto que dá arranque ao seu romance "As Melhoras da Morte", foi escrito sem o autor saber que ia resultar num romance.
E ainda partilham os autores que andam a ler. Luísa lê Camões e Rui lê o romancista russo Andrei Platonov.
No final, há ainda espaço para se ouvir uma pergunta do público que confronta algumas afirmações de Luísa e Rui. Boas escutas!
Nesta edição especial gravada ao vivo na Feira do Livro de Lisboa, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins falam do que os entusiasma mais na literatura e o que os motiva a escrever, revelam o seu processo de criação e como os erros no caminho podem ser espantosos e férteis. E ainda discutem as inquietações e perigos que a IA levanta ao pretender substituir o pensamento, a investigação e a criação humana. “É de uma perfeição estúpida.” Ouçam-nos nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
Nesta segunda parte da conversa, os jovens Alice Durnholz e Simão Pinto Soares falam do futuro que imaginam para si, que mudanças desejariam para o país e para o mundo, revelam as dificuldades que enfrentam atualmente os jovens e por onde andam os seus desejos e indecisões. E partilham ainda as músicas que andam a ouvir, várias sugestões culturais e as pequenas coisas a que atribuem atualmente interesse e beleza. Boas escutas!
Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Criança, convidámos dois adolescentes de 15 anos. Alice Durnholz e Simão Pinto Soares são amigos desde sempre e, nesta conversa, refletem sobre o lado bom e menos bom das redes sociais e da Inteligência Artificial, contam o que os chateia nos jovens da sua geração (e nos adultos), revelam como imaginam a escola do futuro e o que os entusiasma e inquieta no país e no mundo. Ouçam-nos na primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça.
Nesta segunda parte da conversa, a jornalista Joana Gorjão Henriques revela quais foram os momentos mais transformadores da sua vida profissional, conta como o lado humanista dos pais a influenciou e como a experiência da maternidade, depois dos 40, se tornou a grande revolução pessoal, que a deixou mais em confronto consigo.
Depois deixa um olhar crítico às políticas do Governo, e ao papel dos media, a seu ver responsáveis em parte pelo crescimento da extrema-direita, pelo tempo de antena dado, e a forma "sensacionalista" e "pornográfica" como são abordados temas sensíveis como a imigração, "em busca de capitalização e mais cliques."
E ainda revela algumas das músicas que a acompanham, lê o poema "No Sorriso Louco das Mães", de Herberto Helder, e deixa várias sugestões de filmes portugueses que saíram recentemente. Boas escutas!
É uma das vozes jornalísticas mais consistentes em Portugal quando se trata de investigar e criar reflexão sobre imigração, direitos humanos, e de expor as camadas profundas do racismo e desigualdades sociais que persistem no presente. Duas vezes premiada com o prémio Gazeta, Joana Gorjão Henriques é autora de vários livros e assinou em 2025 o documentário “Racismo, uma descolonização em curso”, disponível agora na RTP Play. E deixa claro que a discriminação racial é um problema ainda sem solução na sociedade.“Portugal continua num apartheid de poder. Na casa onde se fazem as leis e a democracia vemos só uma deputada negra, a Eva Cruzeiro.”Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
Nesta segunda parte da conversa, a cientista e professora catedrática Maria do Carmo Fonseca reflete sobre as razões do atraso económico do país e que estratégias deveriam ser tomadas para travar a fuga de cérebros.
A investigadora dá o exemplo da China como um caso de sucesso, pela sua aposta na Ciência, e considera que o sistema de ensino precisa de uma revolução, para que os alunos sejam mais estimulados. “Temo que o ensino atual se limite a avaliar conhecimento adquirido e não desenvolva o espírito crítico.”
Depois recorda a infância, a adolescência no 25 de Abril, conta como encontrou a sua ‘alma gémea’, e o que deseja para o futuro.
No final, lê um poema da cientista Maria de Sousa, revela algumas das músicas que a acompanham e deixa sugestões culturais. Boas escutas!
É uma das mais prestigiadas cientistas portuguesas na área da biologia molecular. Boa parte da investigação de Maria do Carmo Fonseca tem sido dedicada ao estudo do RNA, que está na base da primeira vacina contra a covid-19. Uma molécula que poderá ser a salvação para doenças até agora incuráveis. Em 2010, foi a primeira mulher cientista distinguida com o Prémio Pessoa. Desde abril é Conselheira de Estado da atual Presidência. E aqui dá conta dos futuros grandes avanços científicos para a Humanidade. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça
Nesta segunda parte da conversa, a cantora Ana Deus revela o seu processo criativo na música e a parceria de há décadas com a escritora Regina Guimarães. Fala também do lado pernicioso da vaidade nos artistas, a sua relação amorosa de há 40 anos, os filhos emigrados, a inquietação com a IA, o gosto por fazer filmes em vídeo, como lida com a falha, e os seus pequenos grandes prazeres quotidianos. No final, ainda lê um poema de Alberto Pimenta, partilha uma boa notícia e algumas sugestões culturais. Boas escutas!
Nos anos 80 e 90, Ana Deus tornou-se conhecida como a voz feminina dos Ban, uma banda pop que marcou uma geração. “Eu era a punk numa banda de betos.” Depois, com a escritora Regina Guimarães, criou outra banda icónica, os “Três Tristes Tigres”. Uma formação que regressou com renovada garra com o álbum “Arca”. Um disco lúcido, com letras afiadas, que são a anatomia de um tempo, distinguido pelo Expresso como um dos melhores de 2025. Atualmente está a ensaiar com músicos reclusos na prisão de Custóias e está convicta que, de alguma forma, a música liberta. “A minha preocupação na música tem sido com o mais pequeno, o quase invisível, o que está na margem da atenção.” Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
Nesta segunda parte da conversa, o ator e autor de comédia Eduardo Madeira revela a personagem que mais gostava de representar no cinema, fala das inquietações que o assolam enquanto criativo e diz preferir trabalhar com boas pessoas, embora tenha atuado com artistas brilhantes, que pessoalmente, a seu ver, eram 'execráveis'. E ainda conta como é a sua relação com a fé e a religião, e como considera que o amor pode ser a revolução. No final, lê poemas de Sophia e Pessoa, deixa sugestões culturais e algumas das músicas que o acompanham. Boas escutas!
É um dos mais populares atores e autores de comédia em Portugal. Tornou-se conhecido por imitar de forma brilhante as mais variadas figuras públicas e pela sua escrita satírica. Este ano, Eduardo Madeira voltou à estrada com o seu solo mais pessoal de sempre. Neste “Grande entre os Assassinos”, revela episódios difíceis por que passou, com a lente da comédia: O sexo, a loucura, os excessos, as dores pessoais, e como acabou testemunha num processo de violência doméstica a envolver um antigo colega do meio artístico. Uma purga que há muito o ator precisava fazer. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
Na segunda parte da conversa, a artista multidisciplinar Grada Kilomba reflete sobre como a violência e a desumanização se banalizam quando surgem novas crises e guerras, ao mesmo tempo que surgem novas forças de solidariedade. Grada nomeia Bell Hooks e Angela Davis, como vozes negras que a inspiram.
A artista recorda depois o que a levou a deixar a academia, e a deixar de dar aulas em duas universidades de Berlim, para se afirmar apenas artista e como as suas obras levam outras comunidades aos museus.
Grada afirma que o amor, assim como a arte, são atos políticos e de resistência e alerta para o facto de que os corpos femininos negros são ainda alvo dos maiores silenciamentos e violências.
No final, lê um pequeno excerto do seu livro “Memórias da Plantação”, partilha algumas das músicas que a acompanham e fala do seu regresso a Portugal, depois de duas décadas a viver em Berlim. Boas escutas!
A artista portuguesa multidisciplinar de escala global, Grada Kilomba, com um pé entre Lisboa e Berlim, apresenta a exposição: “O Fundo do Mundo”, a partir do dia 30 de maio, na Fundação Albuquerque, em Sintra. Um conjunto de obras de Grada nunca antes mostradas em Portugal, que abordam as violências que se perpetuam: da escravatura ao colonialismo, das múltiplas guerras às crises climáticas, e atuais genocídios trágicos, num mergulho até ao avesso da ‘glória’ humana, propondo-se uma reflexão através da arte. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o advogado António Garcia Pereira recorda os casos que mais se orgulha de ter vencido em tribunal. Depois faz uma viagem no tempo até alguns dos momentos que o marcaram no passado, como quando era um jovem estudante e, com vários colegas, ajudou a população na tragédia das cheias de 67 e se deu conta de um país miserável que não aparecia retratado nos jornais.
Garcia Pereira relata ainda outros momentos: quando viu um colega seu ser assassinado à sua frente por um agente da PIDE em plena universidade, ou como viveu o dia 25 de Abril e escapou de uma rajada de metralhadora vinda de uma janela, que atingiu uma jovem rapariga que o próprio procurou salvar, arrastando-a para debaixo de um veículo.
E partilha as músicas que o acompanham, deixa algumas sugestões culturais e lê um excerto do livro “Um Dia Sempre Teremos Sido Todos Contra Isto”, do escritor e jornalista Omar El Akad. Boas escutas!
Garcia Pereira é advogado e um histórico combatente do fascismo. Há décadas que surge na frente de combate aos despedimentos, à precariedade, aos salários baixos, ao abuso patronal e à erosão dos direitos para quem trabalha. Há dois anos foi distinguido com o Prémio Nelson Mandela 2024, atribuído pela ProPública, pelo trabalho em prol dos mais vulneráveis. Recentemente, apresentou uma queixa crime ao Ministério Público a pedir a extinção do Chega por violação da Constituição, nomeadamente por alegar ser um partido neofascista. Voz crítica da proposta do Governo para a reforma laboral, Garcia Pereira alerta: “As medidas baseiam-se no trabalho precário, salários baixos e facilitação dos despedimentos. O país perderá com isto”. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça
Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz e encenadora Carla Maciel, que aqui revela muitos dos sonhos que persegue e como, nesta fase da vida em que os filhos estão mais crescidos, se quer cumprir mais como atriz. "Quero estar em todo o lado." A atriz recusa ver o passar dos anos como um obstáculo, apesar do culto da juventude numa certa ficção. "Atrizes de 50 na televisão costumam ter os papéis das avós. Não me sinto velha. Quero trabalhar até aos 80." E Carla conta como foi importante para si ter tirado um mestrado, numa fase mais madura da vida.
Depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê poemas de Sophia e de Raquel Nobre Guerra e ainda deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!
Com mais de 30 anos de percurso, a atriz e encenadora Carla Maciel é reconhecida pela qualidade do seu trabalho no teatro, televisão e cinema. Afirma-se “uma resistente”. E aqui conta alguns episódios infelizes no passado que a fizeram bater com a porta, e como deu a volta por cima. A atriz está agora em cena na peça “Veneno - História de um Casamento”, no Teatro Aberto, em Lisboa, onde contracena com o marido, o ator Gonçalo Waddington. Os dois interpretam o reencontro difícil de um casal que perdeu o filho. “É a maior tragédia. Só de pensar, abre-se um buraco no coração.” Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
Ouça aqui a segunda parte da conversa com o comentador e cronista Pedro Marques Lopes, que revela aqui os pormenores da sua grande guinada profissional e pessoal, por altura da Troika.
E dá conta de que é um cantor e um ator frustrado, um sonho da juventude nunca realizado “por falta de coragem”. Sobre o futuro, afirma que não descarta a ideia vir a candidatar-se a um cargo político.
Depois partilha algumas das músicas que o acompanham, lê um excerto do livro “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de José Saramago, e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
É um dos cronistas e comentadores políticos mais populares do país. Semanalmente Pedro Marques Lopes analisa os temas quentes que fervem no país e no mundo, nos programas “Eixo do Mal”, na SIC Notícias, e no podcast “Bloco Central”, para o Expresso. A par disso, assina uma coluna de opinião na revista Visão. Jurista de formação, aos 40 anos a sua vida deu uma guinada radical. Passou de “gestor infeliz para cronista feliz”, depois de sofrer uma pancreatite aguda. O comentador afirma que há hoje “uma proletarização burra do conhecimento”, e uma radicalização de toda a direita. “O governo virou muito à direita e eu fiquei no mesmo sítio.” E deixa no ar a ideia de um dia vir a ser um candidato político. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça